MINISTÉRIO PÚBLICO LANÇA PROJETO “LER ESCREVER E PENSAR” NO MUNICÍPIO DE ARARI

 Também houve a apresentação do programa “Arari na prevenção às drogas – entre nesta luta!”, do qual o MPMA é parceiro

Mesa Projeto Arari

Com o Clube Arariense completamente lotado, o Ministério Público do Maranhão lançou no município de Arari, na manhã desta terça-feira, 28, o projeto “Ler, escrever e pensar – conscientizar para transformar”, que tem o objetivo de despertar a consciência crítica de alunos das redes municipal e estadual de ensino por meio da leitura, tendo como foco o combate à corrupção. Esta é a primeira edição do programa — idealizado pela promotora de justiça Maria José Lopes Corrêa, da Comarca de João Lisboa — em Arari.

Participaram do evento autoridades do Ministério Público do Maranhão (incluindo diversos membros que integram a administração superior), do Poder Judiciário, do Executivo municipal e representantes da sociedade civil. Na plateia, estiveram presentes estudantes, professores, gestores e servidores.

Em Arari, o projeto será desenvolvido até o próximo mês de novembro e envolverá 22 escolas do 9º ano do ensino fundamental e seis do ensino médio, totalizando 2.159 estudantes.
Estudantes Arari 1
O projeto “Ler, escrever e pensar” consiste na leitura do livro “O que faz do Brasil, Brasil”, de Roberto DaMatta, e em um concurso de redação, cuja elaboração deve ser inspirada na obra. Palestras e debates sobre os males e o combate à corrupção serão apresentados no decorrer do projeto. No final, os três melhores textos serão premiados, com um smartphone (3º lugar), um tablet (2º lugar) e um notebook (1º lugar).

LANÇAMENTO

Durante o lançamento, a promotora de justiça Lícia Ramos Cavalcante Muniz, da Comarca de Arari, enfatizou que os objetivos do projeto são prevenir atos de corrupção, instigar a leitura, estimular a produção textual e despertar a consciência crítica. “No Ministério Público, atuamos como defensores da sociedade. Nosso trabalho é voltado para vocês”, completou.

A promotora agradeceu, ainda, a oportunidade de levar o projeto para a comarca e o apoio de todos os parceiros, incluindo os estudantes destinatários da iniciativa.

Aline Arari

A criadora do projeto, a promotora de justiça Maria José Lopes Corrêa, destacou que o lançamento do “Ler, escrever e pensar” em Arari se dá justamente no momento em que o Brasil passa por uma grande turbulência em razão dos diversos atos de corrupção praticados principalmente pela classe política. “Como o próprio nome diz, o projeto utiliza a leitura, como ferramenta para despertar a consciência crítica dos estudantes, objetivando a transformação social. Não podemos transformar a sociedade, se não nos tornarmos cidadãos conscientes”, enfatizou.

A titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de João Lisboa também enfatizou o esforço da administração superior do MPMA em combater a corrupção, por meio de ações e campanhas. “O procurador-geral, Luiz Gonzaga Coelho, está traçando uma verdadeira cruzada contra a corrupção”.

Em seguida, Maria José Corrêa apresentou os objetivos, a metodologia, o cronograma e outros detalhes do projeto.

A promotora lembrou ainda que a educação em Arari, segundo dados oficiais, atingiu 4,9 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, um nível acima da média brasileira.
Maria José Arari
ESPERANÇA

O diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais (Secinst), o promotor de justiça Marco Antonio Amorim, enfatizou que a educação é sempre inversamente proporcional à corrupção. “Quanto menor o nível da educação, maior o da corrupção. Em, Arari, segundo dados oficiais, atingiu a meta do IDEB, que estava prevista para 2020.” Ele também afirmou que o maior crime que a corrupção pode cometer é o de retirar a esperança das pessoas. “Quando o dinheiro é ilegalmente desviado, a esperança também se vai, porque um jovem vai se questionar qual a chance de competir com alguém que estudou em escolas mais estruturadas. Daí, a mensagem do projeto é esta: por meio da educação você pode se tornar exatamente o que você quiser”.
Marco Amorim Arari
Além de exemplos e práticas de sociedades de países onde os índices de corrupção são mínimos, a exemplo do Japão, Marco Antonio Amorim lembrou que no Brasil, por ano, são desviados mais de R$ 200 bilhões. “Quantas ambulâncias, hospitais e escolas poderíamos construir com este dinheiro?”, questionou.

O procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, afirmou que a finalidade do projeto é tornar os estudantes agentes multiplicadores de ações contra a corrupção. “Por meio do estímulo à leitura e à produção textual, o ‘Ler, escrever e pensar’ está comprometido com a formação de uma consciência política de combate à corrupção, prática que está enraizada na sociedade brasileira, sendo um mal endêmico no país”.

O chefe do MPMA citou o célebre romance “Macunaíma”, de Mario de Andrade, como retrato de um brasileiro caricato, um “herói sem caráter”, mergulhado em pequenas práticas de corrupção.

Luiz Gonzaga Coelho disse, ainda, que todos os que participam do projeto estão empenhados em trabalhar por um mundo melhor. “Com certeza esta campanha será muito vitoriosa para todos”, destacou.
PGJ em Arari
O presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão (Ampem), Tarcísio José Sousa Bonfim, lembrou que a cidade de Arari foi fundada por um padre jesuíta português em 1880 e que, por isso, a sociedade local sempre teve como referência a educação. “Esta solenidade representa a reafirmação do compromisso do Ministério Público com esta sociedade, que fez da educação o seu baluarte”.

Tarcísio Bonfim destacou ainda que o projeto visa plantar uma consciência crítica nos estudantes para colher frutos no futuro. “Nós precisamos refletir sobre os problemas que estão acontecendo no país. Pelo hábito da leitura e pelo exercício do pensamento podemos transformar a nossa sociedade”, acrescentou.

A ouvidora do MPMA, Rita de Cássia Maia Baptista Moreira, enfatizou que o “Ler, escrever e pensar” quer transformar a sociedade, por meio do combate à corrupção. “Na medida que vocês leem, escrevem e pensam, transformam a sociedade”.
Rita em Arari 1
Também estiveram presentes no evento o corregedor-geral em exercício do MPMA, Teodoro Peres Neto; o prefeito de Arari, Djalma de Melo Machado; o desembargador Marcelino Ewerton; a juíza Anelise Nogueira Reginato; o secretário municipal de Educação de Arari, Marcelo Santana; o vereador Tácito Lima e o integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho Municipal de Saúde de Arari, Crecêncio do Espírito Santo Corrêa, pai da promotora de justiça Maria José Corrêa.

COMBATE ÀS DROGAS

Também na manhã desta terça-feira, 28, no Fórum de Arari, o procurador-geral de justiça do MPMA, Luiz Gonzaga Martins Coelho, compôs a mesa da solenidade de lançamento do projeto “Arari na prevenção às drogas – entre nesta luta!”, que faz parte da campanha “Maranhão na prevenção às drogas”, idealizada pela deputada federal Eliziane Gama e coordenada pelo Comitê Estadual de Prevenção às Drogas.

O Ministério Público do Maranhão integra o comitê, por meio das promotoras de justiça Cristiane Maia Lago e Sandra Fagundes Garcia.

Arari é o primeiro município maranhense a aderir ao programa. Além do MPMA, integram o projeto o Poder Judiciário, a Defensoria Pública, a Polícia Rodoviária Federal, além de entidades da sociedade civil organizada.

O chefe do MPMA enfatizou a sua satisfação em lançar, numa manhã, na comarca, dois projetos em favor da sociedade. “No primeiro, levantamos o poder da educação para combater a corrupção. Neste segundo, vamos tratar da prevenção às drogas, que é outro tema instigante”.

Luiz Gonzaga Coelho alertou que o uso de drogas pode levar a consequências muito graves, como doenças mentais, prisão ou morte. “Somente com a nossa união, poderemos enfrentar este mal que destrói famílias e pode levar à morte. Portanto, o melhor caminho é a prevenção, evitar que a pessoa tenha o primeiro contato com qualquer droga”.

Também compareceram à cerimônia o presidente do Tribunal de Justiça, Cleones Cunha; o desembargador Marcelino Ewerton; a juíza Anelise Nogueira Reginato; o defensor público de Arari, Thales Dias; o prefeito Djalma de Melo Machado, entre outras autoridades.

Nos dias 6 e 7 de abril, o Comitê fará o lançamento da campanha nas cidades de Imperatriz, Açailândia e João Lisboa.

MPMA com adaptações

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Bandeira tarifária será vermelha em abril; cobrança extra é de R$ 3 a cada 100 kWh

A  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária de abril será vermelha, isso implica em uma cobrança extra de R$ 3 a cada 100 quilo Watts-hora (kWh) consumidos.

É a primeira vez desde fevereiro de 2016 que a bandeira vermelha é acionada.

Ao longo do mês de março, vigorou a bandeira amarela (cobrança extra de R$ 2 para cada 100 kWh consumidos). Em fevereiro, ela estava na cor verde (sem cobrança extra).

A evolução das cores da bandeira tarifária indica que o custo de produção de energia no país aumentou nos últimos meses. Isso está relacionado com a chuva abaixo do previsto, o que acaba reduzindo o armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas.

Quando isso acontece, aumenta a necessidade de uso de energia gerada por termelétricas, que é mais cara que a das hidrelétricas. Por isso, sobe a cobrança extra da bandeira nas contas de luz.

Valores das bandeiras tarifárias aprovados pela Aneel para 2017 (Foto: Arte/G1)Valores das bandeiras tarifárias aprovados pela Aneel para 2017 (Foto: Arte/G1)

Valores das bandeiras tarifárias aprovados pela Aneel para 2017 (Foto: Arte/G1)

A bandeira ficar verde quando há pouca ou nenhuma necessidade de geração de energia por termelétricas. Se essa necessidade aumenta um pouco, a bandeira fica amarela, e passam a ser cobrados R$ 2 dos consumidores a cada 100 kWh consumidos.

Quando o custo sobe muito, a bandeira, então, fica na cor vermelha e pode variar entre dois patamares. A cobrança extra nas contas de luz varia de R$ 3 a R$ 3,50 para cada 100 kWh usados.

G1

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POLICIA DESMONTA QUADRILHA ESPECIALIZADA A ASSALTO A BANCO MARANHÃO

G1 MA

Uma operação realizada pela Polícia Civil  por intermédio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), juntamente com a Delegacia Regional de Santa Inês e Polícia Militar de Santa Inês, a 250 km de São Luís, desmontou na cidade de Santa Luzia, a 294 km da capital, uma quadrilha interestadual especializada a assalto a banco.

Segundo a polícia, durante a operação que ocorreu no povoado Ferro Velho, situado na zona rural de Santa Luzia, foram presos Raimundo Magno de Moraes Silva, de 30 anos, Henrique Kaluzny da Silveira, 30, e Paulo Henrique de Sousa Silva, 25. Raimundo Magno de Moraes Silva é natural do Maranhão e, Henrique Kaluzny da Silveira e Paulo Henrique de Sousa Silva são naturais do estado do Goiás, de acordo com os policiais.

Criminosos estavam escondidos em um sítio no povoado Ferro Velho em Santa Luzia (MA) (Foto: Divulgação/SEIC)Suspeitos estavam escondidos em sítio no povoado Ferro Velho em Santa Luzia (MA) (Foto: Divulgação/SEIC)

Os policiais afirmam que os criminosos estavam em um sítio no povoado Ferro Velho e estavam utilizando o local como esconderijo. Durante a operação a polícia ainda apreendeu um fuzil AK 47, duas escopetas calibre 12, uma carabina calibre 30, coletes balísticos, 250 munições de diversos calibres, 22 bananas de dinamite e apetrechos usados em explosões a caixas eletrônicos.

Em depoimento, os três assaltantes confessaram a polícia que estavam se preparando para assaltar na próxima semana a agência bancária de Buriticupu, a 395 km de São Luís, conforme os policiais.

Raimundo Magno de Moraes Silva, Henrique Kaluzny da Silveira e Paulo Henrique de Sousa Silva foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, organização criminosa e uso de documento falso.

Material apreendido pela a polícia durante operação em Santa Luzia (MA) (Foto: Divulgação/SEIC)Material apreendido pela a polícia durante operação em Santa Luzia (MA) (Foto: Divulgação/SEIC)
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