Maranhão dá adeus ao escritor e poeta arariense José Fernandes

 O Maranhão deu adeus ao escritor José Fernandes. Com a cremação do seu corpo, em São Luís, nesta quita feira (16),  após homenagens das mais diversas, o guardião da memória arariense saiu de cena.  O advogado, escritor e intelectual, José de Ribamar Fernandes faleceu no início da manhã de quarta-feira (15), aos 85 anos na capital maranhense.

Com  o anúncio de sua morte, a Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências (Alac), que o teve como protagonista de sua fundação, estabeleceu Luto Institucional (Resolução nº 001/2023); na sequência, o Município de Arari decretou Luto Oficial de 3 dias (Decreto Municipal nº 008/2023). Ex-vereador, a Câmara Municipal também oficializou luto em homenagem ao ex-parlamentar.

Políticos ararienses, como o vereador Evando Piancó e o prefeito Rui Filho, emitiram Nota de Pesar. Companheiros de instituição cultural dos mais diversos manifestaram condolências pelas redes sociais, tanto em Arari como em São Luís. Na capital, seu velório contou com a presença e homenagem de vários ararienses.

Membro de diversas instituições intelectuais, dentre elas, emérito do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) e da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências (Alac), em sua homenagem terá realizada Sessão da Saudade anunciada pela presidente da Alac, Ana Silvia Rodrigues de Sousa, para as 18h30Min. de sábado, 25 de março, no Salão de Eventos do Colégio Arariense. Na oportunidade, após o período de luto institucional, a Cadeira 1, da qual era titular, será declarada em vacância.

José Fernandes

José de Ribamar Fernandes, nascido em Arari, em 30.01.1938. Trabalhou desde os 14 anos como operário tipográfico e, a partir dos 20, tornou-se proprietário de uma microempresa tipográfica onde imprimiu os seus dois primeiros livros – Poemas do Início e  Caminhos da Alma – , além de livros de outros autores, como J. C. de Macedo Soares, José Chagas, Cunha Santos, Kleber Leite, Abraão Cardoso, Raimundo Corrêa, Genésio Santos, Luís Pires, Ericeira de Sousa e Lopes Bogéa. Nela editou o 1º jornal de Imperatriz e de Bacabal-MA, nos anos 60.

Devido à atuação como gráfico, tornou-se por 30 anos, presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Maranhão e Diretor da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), com atuação no SESI, no Conselho de Contribuintes de São Luís-MA, Junta de Recursos da Previdência Social e no Tribunal de Recursos Fiscais do Estado.

Formou-se em Direito e trabalhou muitos anos como advogado do BDM, incorporado pelo BEM – Banco do Estado do Maranhão. Foi assessor jurídico do TRT da 19ª Região e Juiz Classista do Trabalho, junto ao TRT da 7ª Região, onde jubilou-se após ter recebido, em Brasília, a Comanda do Mérito do Juiz Classista.

É autor da letra do Hino Municipal de Arari e dos livros: Crônica arariense, O educador Silvestre Fernandes, O rio, Gente e coisas da minha terra, Canto telúrico, O universo do Pe. Brandt, Ao sabor da memória, A indústria gráfica no Maranhão, A Maçonaria no Maranhão, Veredas eternas: breve história do Espiritismo no Maranhão, e muitos outros (22 títulos). Deixou parcialmente produzido o ensaio sobre o jornalista Bandeira Tribuzi. Com informações Ararinews

One thought on “Maranhão dá adeus ao escritor e poeta arariense José Fernandes

  1. Obrigada Júlio por esta triste mas necessária informação sobre o último feito de Fernandes nestas paragens, ele cumpriu sua missão com plenitude, dignidade, amor e paixão, quem dera que por um descuido Deus fizesse o meu amado amigo eterno.
    Réquiem para Zé Fernandes.😓 Infelizmente não me foi permitido pela vida sentar-me mais vezes ao lado daquele poço de conhecimento e saciar a sede de ouvi-lo mais uma vez.
    Porém sua risada alegre e brejeira ficará para sempre em minha mente.

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