R$ 1 milhão em cocaína apreendidos no Maranhão

Senarc realiza a apreensão de aproximadamente 65kg de pasta base de cocaína e crack, que estavam sendo transportadas em um veículo particular

Reprodução

A Polícia Civil, por intermédio da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico – Senarc, realizou a apreensão de aproximadamente 65kg de drogas (pasta base de cocaína e crack), que estavam sendo transportadas em um veículo automotor, marca Chevrolet, modelo Montana, cor vermelha, placa NKB-0413/GO, conduzido por Deuzuete Rodrigues da Cruz, 54 anos de idade, que, na oportunidade, estava na companhia de José Roberto da Silva Martins, 47 anos.

As equipes da Senarc encontraram a mencionada droga em um compartimento na carroceria do veículo, que foi abordado na rodovia BR-222, município de Santa Inês/MA, por volta das 2h da madrugada de ontem (18). Após a ação policial, os acusados foram conduzidos à sede da Senarc, onde foram autuados em flagrante delito pela prática dos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.

 

 

Em seguida, foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde ficarão à disposição do Poder Judiciário. Ressaltando que Deuzuete Rodrigues da Cruz já responde a processos pelos crimes de tráfico de drogas e tentativa de homicídio. A droga apreendida foi avaliada, preliminarmente, em cerca de R$ 1.100.000,00, preço final de comercialização.

Segundo levantamento feito pela Senarc, somente no ano de 2017 mais de 6.300 Kg de drogas e prendeu 302 pessoas. Um cálculo feito por policiais da Seic sobre o valor de mercado da droga apreendida durante todo o ano está estimado em R$ 14 milhões.

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Um tempo do avesso: Padre Clodomir Brandt em Arari

Por José Maria Costa

Foto: Paulo Cesar Ericeira

Ele era assim…
Já tinha os cabelos brancos, que arrepiava-se com o namorar do vento, e o
óculos de aro pesados.
Pelos corredores do Colégio Arariense, quando agitado, andava em passos
rápidos. Mas a sola do sapato era tão macia, que surpreendia alunos e
alunas em algazarra. “ seu bode, vem cá “. Era a expressão mais usada.
Muitas vezes sobrava tapas e “ bolachas” no pé do “ escutador de conversa”
e muita sorte tinha o indivíduo se “ maria pretinha” não lhe afagassem as
mãos.

Tinha nos olhos um misto de azul com verde esmeralda, e com eles mirava
toda a classe por cima. Foi brabo nas décadas de 50,60 e até metade da
década de 70. Depois amansou-se, reencontrou-se, com a experiência de vida,
e passou a fazer literatura. Como escritor, um gênio de pensamentos
filosóficos. Foi um idealista, à frente de uma Arari necessitada e carente
de quase tudo. Desta bebeu o doce sabor do poder e provou do sabor amargo
das decepções, gosto que só aqueles que esquecem os retrovisores da vida
sente, degusta, e segue em frente, afinal, a vida é um tecer constante de
imaginação e sonhos.

Influenciava no comportamento dos alunos do Colégio Arariense, interno e
externamente. Vejamos, o melhor bar nas redondezas do Colégio, era o
Palhoção, ali, nenhum aluno ousava adentrar uniformizado com o distintivo
do Colégio Arariense para “ jogar bilhar “, senão, ao chegar na escola
prestava-lhes conta. No mínimo uma suspensão.

Quando estava embestado de “ piti “, colocava todo o Colégio Arariense em
fila indiana, postava-se em
pé, e todos os alunos passavam em revista por ele erguendo a barra da
calça, e mostrando – lhe a meia preta, prova que o fardamento estava em
ordem. Ali, era retido quem não estava com o fardamento completo, ou o
uniforme não adequado ou apaisano.

Depois que todo o Colégio passava em revista, os retidos para permanecerem
dentro do prédio, tinha que confessar, do porque estava, digamos assim,
descaracterizado.

Para adentrar no Colégio Arariense, aquele sino, fazia barulho, as 7:30,
para alunos da manhã. Às 13:15 para os da tarde e as 18:00 hs para a “
santíssima “ galera da noite.

Este bendito sino, também servia de terapia, para alunos rebeldes, tinha
que ficar debaixo dele, até a boa vontade de Clodomir reinar. Claro, nenhum
aluno ia para debaixo do sino, porque estava rezando.  Por exemplo, este
que vos escreve, ficou uma semana debaixo daquele penduricalhos, porque
raspou a carteira ( banco de sentar ) e melou toda de tinta de caneta, dei
sorte,  não ter levado umas “ bolachas no pé da orelha. Na verdade, era 01
semana, o castigo, no terceiro dia dona Concir, perguntou se eu estava
arrependido, respondir que sim. Ela mandou eu voltar para a classe. Era
estudante da Quarta série do Primário, ano 1974.
Ah, tempo bom, saudades e muitas saudades.

Tempo bom, tempo de travessuras e felicidades.
Clodomir era esportista, gosta de futebol. Houve um tempo que ARARI, tinha
apenas 01 Quadra de Futsal. A Quadra do Padre. Toda juventude ia pra lá.
Uma lanchonete com grife. A lanchonete da Quadra do Padre, sob o comando
dos eternos Miguel e Dico Silva, regada com refresco de côco, bananada e
abacatada, e muita alegria juvenil. A noite, aquele espaço era o Point, da
juventude de Arari.
Padre Clodomir, eu sinto saudades de você !

O clássico colegial, sempre foi, Colégio Arariense e Colégio Comercial, era
como se fosse o Fla x Flu,
ou Corinthians e Palmeiras. Era um clima de festa, futricas e fofocas na
Cidade. Era o jogo.

Houve um tempo em que Arari, só tinha um campo de futebol, sim, o campo do
Padre. Só tinha um jornal. O jornal ‘ Notícias ‘ do Padre. E nós que temos
o juízo no lugar, sabemos que existe uma ARARI, antes do padre Brandt, uma
ARARI do padre Brandt, e está de hoje, que colhemos os frutos do que ele
plantou.

Do profissional do Direito, a políticos, jornalistas, escritores, músicos,
compositores, Maestros, e os pessoas comuns, se esteve ou passou por Arari,
bebeu do Saber de Clodomir Brandt e Silva.

Muitas vezes saía a caminhar a pé por Arari, usando chapéu ou com o seu
guarda sol preto.
Era centralizador, mas bastava convencê-lo com argumentos cabíveis que ele
cedia. Montou um Teatro em Arari. E ali, montei a minha primeira peça para
o teatro “ Castigo Dividido “. Ou melhor, com o quê o padre Clodomir, não
contribuiu em Arari ?

Neste 2017, ano que celebra-se o Centenário do
seu nascimento, é importante que cada um de nós arariense, refletimos o
quanto esse Colinense, de Colinas, enobreceu o nome ARARI.

Nunca quis promoção eclesiástica para não ter que ir embora de Arari, e por
isso, e mais que por isso, por tudo que fez. Olha, qualquer homenagem que
prestarmos a Clodomir Brandt e Silva, cá entre nós, é pouca, por tudo que
ele fez e pelo legado que deixou a cada um arariense.
Se formos escrever sobre o padre Clodomir, teremos muito a derramar tintas
sobre papel.
Ah, o seu corpo repousa no interior da igreja Matriz de Arari.
Padre Clodomir Brandt e Silva, eu sinto saudades de você.

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Sessão comemorativa ao centenário de Padre Clodomir fará homenagem 15 colaboradores educacionais ararienses

Durante Sessão Solene comemorativa do centenário de nascimento do Pe. Brandt por parte do Poder Executivo arariense, a Casa Legislativa local entregará comenda de Menção Honrosa a algumas de suas principais colaboradoras nas ações educacionais

Foto: Paulo Cesar Ericeira

Na próxima quarta-feira (22), quando completa o primeiro centenário de nascimento do Pe. Clodomir Brandt e Silva, às 9 horas da manhã, na Sala de Sessões do Poder Legislativo, a Câmara Municipal de Arari realizará Sessão Solene comemorativa da efeméride, para qual convida admiradores das ações religiosas, educacionais e sociais do sacerdote católico que dedicou mais de 50 anos de sua vida ao município de Arari, inclusive sendo vereador e líder político.

Na oportunidade, os parlamentares locais prestarão homenagem também a 15 colaboradoras da ação educacional do Pe. Brandt ainda vivas, em reconhecimento ao mérito pela importante contribuição que prestaram e prestam ao município de Arari, como parceiras do trabalho do sacerdote em solo arariense. Serão homenageadas com Menção Honrosa do Poder Legislativo Municipal as seguintes educadoras ararienses (em ordem alfabética):

Antonia de Jesus Pereira Silva (Tunica Pereira);

Benedita Édina Costa Bezerra de Araújo (Édina Bezerra);

Cleres da Graça Santos Figueredo (Cleres Figueredo);

Creuza Ferreira Ribeiro (Creuzinha);

Domingas das Dores Fernandes Licá (Domingas Licá);

Francisca Maria Ericeira Silva (Marise Ericeira);

Justina Rosa Batalha Neves (Justina Batalha);

Maria Celeste Martins Pereira (Celeste Martins);

Maria da Conceição Garcia dos Santos (Cita Garcia);

Maria da Conceição Pereira Sousa (Concita Pereira);

Maria do Bom Parto Figueiredo Rodrigues (Figueiredo);

Maria José Barros Dutra (Zezé);

Maria Tereza de Jesus Garcia dos Santos (Tereza Garcia);

Rita Silva Batalha (Rita Batalha);

Rosilda de Ribamar Pereira Martins (Rosilda Pereira).

Terezinha de Jesus Fernandes Soares (Terezinha Fernandes).

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